Torre de Nerone, 4 de novembro de 1944
Pela manhã o capitão fez o reconhecimento da posição para onde iríamos, que era, como ele disse, em Torre de Nerone e Castelario. À tarde, após o jantar, nos deslocamos em caminhões até próximo a Casa de Cristo. Depois continuamos a pé.
Em Marano, quando nos deslocávamos, caiu uma granada alemã sobre a nossa coluna, matando um dos nossos soldados, Claudino Pinheiro, e ferindo mais dois.
Continuamos nossa progressão até Riola. Daí tomamos a estrada que leva à Torre de Nerone. Durante toda a progressão sofremos um bombardeio terrível. Não sabíamos ao certo se era da nossa artilharia ou da alemã algumas granadas que caíam.
É terrível caminhar à noite por um lugar onde nunca pisamos e sofrendo tiros de artilharia e morteiro. Ainda para cúmulo do azar, o terreno estava todo enlameado, pois havia chovido bastante na véspera.
Enfim, depois de enormes sacrifícios, chegamos ao nosso objetivo. A substituição foi feita sem incidentes. A informação que nos deram é que havia tedesco à frente, à direita e à esquerda. Estávamos assim como que uma ponta para dentro das linhas alemães. De dia não se podia fazer nenhum movimento, pois à direita e à esquerda havia observatórios alemães.

Desenho da Torre de Merone anexado ao diário de guerra