Fabbriche, outubro de 1944
Depois de passar o comando do pelotão e me despedir de todos, dirigi-me para Fabbriche, onde está o PC da companhia. Lá chegando, apresentei-me ao capitão e assumi o comando do pelotão. O Pelotão de Petrechos não é um mau pelotão. Nele também se encontram bons soldados.
Fui à casa de dona Zaira, onde passei a dormir. Ela ficou muito contente de me ver de volta. Deu-me logo um quarto para dormir. À noite houve um baile numa casa de família para os oficiais e sargentos. Foi lá onde conheci a Adriana, uma garota muito bonita e que me agradou logo à primeira vista. Não esqueci, porém, a Ana, a qual sempre está em meu pensamento.
Todos os dias vou à casa da Adriana conversar e tomar um copo, ou melhor, vários copos de vinho. Vou sempre com o sargento Paula. A garota parece que gosta de mim. A Lina, sobrinha de dona Zaira, não está em casa, pois foi para Campolemisi colher castanhas.
Fui convidado para ir a Bomite pelo pai de Adriana. Bomite é a casa dos avós da menina que fica no alto do morro, a uns três quilômetros de distância. Disse ele que lá beberemos bom vinho e grapa. Às 8 horas saímos de casa eu, a Adriana, o pai, o sargento Paula e o Ditão.
Chegamos lá 45 minutos depois. Fomos muito bem recebidos. Tomamos várias espécies de vinho e acabamos com uma destilaria de grapa. A volta é que foi espeto, pois estávamos todos mais ou menos embriagados. Na ida tínhamos achado o terreno muito ruim e muitas poças d’água. Na volta, porém, parecia-nos que tudo era plano e que não havia nenhuma poça d’água.
Ficou combinado que iríamos um outro dia por lá, porém não foi possível, porque alguns dias depois recebemos ordem de deslocamento.
PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO SÁBADO, DIA 30 DE OUTUBRO
http://diogotavares.sites.uol.com.br/diariodeguerraPRINCIPAL.htm
Escrito por ... às 09h10
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