Campolemisi, 6 de outubro de 1944

Postal de Campolemisi anexado ao diário
Pela manhã, depois de nos despedirmos de todos, partimos em direção a Campolemisi. Como sempre, subimos e descemos vários montes. O tempo estava muito quente e era um sacrifício aquela marcha. Tínhamos que parar a todo momento para descansar. Enfim, depois de várias horas de marcha, chegamos a Galliano, que fica no pé do morro. Para chegar a Campolemisi é preciso subir ainda 600 metros.
Descansamos alguns metros antes de realizarmos a etapa final. Além do calor e das condições do terreno, ainda tinha para nos cansar mais uma mochila pesando muitos quilos, pois o infante tem que levar consigo todas as suas fardas e cobertores.
Chegamos a Campolemisi às 13 horas. A cidade estava deserta. Parecia completamente despovoada. Mais tarde que fomos conhecer as belezas locais. É que todos, ou melhor, quase todos os habitantes estavam no campo colhendo castanhas.
Como havia duas estradas que vinham da direção do inimigo, ficou um grupo em cada uma encarregado da defesa. Ficou um grupo em umas casinhas que ficavam a beira da estrada. Os outros dois grupos ficaram na escola e numa casa que fica junto da igreja. Fiquei numa casa que fica um pouco abaixo da igreja. A dona da casa é uma senhora muito boa, chamada dona Rose. Esteve vários anos nos Estados Unidos, do qual guarda gratas recordações. Tem um filho e duas filhas. O filho se chama Mário, e as filhas Maria e Ada. Tomei logo amizade por todos eles, pois me trataram como um filho da casa. Passei a dormir numa cama de casal no segundo andar. Pela manhã, o Paglioto e o Marcilio, depois de fazerem o café, me chamam.
PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO SEGUNDA-FEIRA, DIA 11 DE OUTUBRO
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Escrito por ... às 00h09
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Fabbriche, 5 de outubro de 1944
Às 14 horas deslocamos-nos para Fabbriche, onde chegamos às 17 horas. Cada pelotão arranjou acomodações para passar a noite. Meu pelotão ficou na escola. O grupo de comando e eu fomos para uma casa que havia um pouco acima da fonte. A dona da casa era uma senhora muito boa, chamada dona Zaira. Muito alegre e muito camarada. Tinha uma sobrinha muito bonita chamada Lina.
Às 19 horas chegou o capitão e deu ordem para que meu pelotão se deslocasse para Campolemisi. Porém, como já era tarde, ficou combinado que o deslocamento seria no dia seguinte, às 7 horas da manhã.
Assim, fomos para casa. Dona Zaira fez para nós um pouco de castanhas. Jogamos bisca, eu, o sargento auxiliar, dona Zaira e a sobrinha, até as 23 horas. Depois fomos dormir. Ficou combinado que pela manhã, às 5 horas, quando nos levantássemos, elas viriam despedir-se de nós.
PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO AMANHÃ, DIA 6 DE OUTUBRO
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Escrito por ... às 00h07
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Focchia, 3 de outubro de 1944
Recebemos ordem para nos deslocar para Focchia, onde devíamos chegar às 11 horas da manhã. Nossa missão era cobrir o flanco do 3º Batalhão, que ia atacar à nossa direita. Nos deslocamos como sempre, subindo e descendo morros. Afinal, chegamos ao nosso objetivo, onde já nos esperavam alguns elementos do pelotão de reconhecimento que tinham a missão de estabelecer ligação conosco.
Nos organizamos no terreno. Um grupo ficou junto à igreja com a missão de bater a estrada que sobe vindo de Barbamento. Todos os homens foram alojados dentro de casas.
Em Focchia tivemos a oportunidade de ver a posição de uma bateria alemã. Todo o trabalho tinha sido realizado pelos italianos.
Esqueci-me de falar da linha gótica, a grande linha defensiva tedesca, a qual foi transposta por nós para chegarmos a Focchia. É uma linha que corre de Leste a Oeste, na qual os alemães pretendiam resistir. Porém não foi possível resistir, pois os ataques do 5º Exército à direita obrigaram os mesmos a abandoná-la ante o perigo de envolvimento. Passamos em Focchia mais um dia. Depois recebemos ordem para nos prepararmos para deslocar para Fabbriche.
PRÓXIMA ATUALIZAÇÃO TERÇA-FEIRA, DIA 5 DE OUTUBRO
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Escrito por ... às 09h40
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